domingo, 26 de fevereiro de 2012

REUNIÃO É PERDA DE TEMPO?


"Reunir-se é um começo, permanecer juntos é um progresso, e trabalhar juntos é sucesso."
(Henry Ford)





Numa revista Exame do ano passado vi uma frase fantástica da vice presidente de operações do Mc Donald´s, Jan Fields,que achei interessante e guardei-a para futura consulta:




“Reuniões fazem com que as pessoas percam o foco no trabalho.
Sempre que estão numa reunião, não estão fazendo aquilo que
 deveriam fazer.”



Não é difícil encontrarmos algum profissional reclamando do excesso de reuniões em sua empresa.

Qualquer problema, novo projeto ou solução para uma questão, é motivo para as pessoas pararem o que estão fazendo e se reunirem em uma sala de reunião. Mas, afinal, para que serve a reunião? Quando é realmente necessário movimentar as pessoas e porque tantos chefes marcam diversos encontros ao longo da semana?

Uma reunião mal planejada, ou pior, feita desnecessariamente, é pura perda de tempo e enfraquece o poder do líder, já que foi realizada sem objetivo e necessidade, além de entediar as pessoas e as educar de modo distorcido a respeito dos conceitos sobre os quais a empresa se fundamenta.

Há vários motivos que levam um profissional a realizar reuniões constantes: “muitas vezes é para mostrar poder, outras, por falta de conceitos claros a respeito de como gerir pessoas, isto é, como fazê-las funcionar com alta produtividade e qualidade.

Há também os que põem para fora os seus problemas psicológicos de insegurança, como autoconfiança zero e baixa autoestima, e por estas razões, querem envolver-se com pessoas com o propósito de sentirem-se supridos.

Há aqueles, ainda, que não confiam suficientemente em sua equipe a ponto de realizar as devidas delegações de tarefas e acaba usando as reuniões como forma de controle e avaliação.

Planejamento é a melhor saída para evitar reuniões desnecessárias e cansativas, ou seja, que poderia durar meia hora, mas se estendem por horas.

Fazer uma pauta antes de unir as pessoas, algo informal apenas para guiar a reunião, além de informar os convocados sobre o tema, dizer quanto tempo terá de duração, e ter critério de convocação, mobilizando apenas as pessoas significativas. “Limitar o número de assuntos é, também, muito importante para a reunião não durar horas. Não adianta convocar uma reunião e dizer que ela será de uma hora, sendo que você tem sete ou oito assuntos para tratar. Em uma hora, você só irá comunicar esses assuntos e não os discutirá com profundidade. E quanto mais você estende, mais chances têm da pessoa se desligar e lembrar-se das coisas que tem para fazer”.

Os critérios claros de convocação de uma reunião são um dos pontos essenciais para tornar uma reunião produtiva. “Conceitualmente, produtividade é a razão entre quantidade produzida e tempo, ou seja, é o quanto se produz de qualquer coisa por uma unidade de tempo – hora, minuto, dia.

Nos modelos mais modernos de gestão de pessoas, produtividade deixou de ser apenas a quantidade produzida ou realizada. É também qualidade. Assim, para que uma reunião seja produtiva é preciso que, além de critérios claros de convocação, se tenha ordem de participação dos envolvidos, respeito entre todos, regras para intervenção, eleição das pautas que a comporão ou informe antecipado do tema a ser discutido e, se possível, horário de início e finalização a fim de que as pessoas se programem.

Quando tratar-se de um assunto a ser discutido até a exaustão, devem-se informar os participantes de que a reunião só finalizará quando a convergência ou consenso ocorrer em 100%. Neste caso, todos saberão que ela só terá horário de início, mas haverá a vantagem de poderem rearranjar suas agendas e até de se preparem psicologicamente para o cansaço. Outro aspecto importante a ser previsto, em casos de longa duração de uma reunião, é a providência de um coffee break em que se proveja algum alimento e bebida com o fim de suprir necessidades físicas quando o horário supera as ocasiões de almoço ou jantar”.


Reuniões são necessárias no mundo colaborativo que vivemos, mas elas devem ser exceção e não a regra da empresa.

Precisamos fazer uma dieta de reuniões nas empresas e evitar ao máximo esses encontros que em geral são pessimamente conduzidos e levam ao grande desperdício de tempo.

Veja algumas dicas para evitar reuniões na empresa:

Vai decidir? Senão, cancele! 

Se a reunião não tem poder de decidir nada, é melhor cancelar e usar o tempo para outra coisa. Pessoas que vão apenas para discutir a cor da chuva sem nada de efetivo para alterá-la, estão jogando tempo no lixo!

Existe outra forma de resolver a questão? 

 Que tal antes de convocar a reunião pensar em alguma alternativa para resolver o assunto sem precisar da reunião?
Conversa individual - Ao invés de usar a reunião será que uma pequena conversa particular com os membros da equipe e depois um e-mail com a resolução não ajudaria? Pode parecer que se ganha tempo falando para 5 de uma vez só, mas na prática isso é contraditório.

Proponha uma solução 

Que tal você enviar uma possível solução para a pessoa que convocou a reunião e assim evitar todo o processo de discussão? Em muitos casos a solução já está pronta previamente a reunião.


Vejamos agora como uma abordagem SIX SIGMA ORIENTED pode ser aplicada às reuniões:

1) DEFINE

Quantas vezes participamos de reunião sem pé e sem cabeça?

Que começa a falar de A e termina com Z, sem conclusão ou definição alguma?

Reuniões precisam ser definidas quanto ao que se pretende. Divido assim em 3 tipos:

a) Especulativas / Brainstorm: orientada para uma discussão livre sobre um tema principal sem, necessariamente, ter a obrigatoriedade de ser conclusiva sobre algum aspecto do tema abordado.

b) Informativas: orientada para passar alguma mensagem, fornecer informações para os participantes. Nada além disso.

c) Conclusivas: obrigatoriamente tem que chegar a uma conclusão, a uma definição, normalmente um 5W1H1C deve ser produzido ou um cronograma de projeto atualizado / definido. Alguma definição/atribuição/prazo deve ocorrer.

Reuniões de botequim que ocorrem dentro da empresa, em local e horário nobres são descartadas, pois elas, na prática, "não existem".

2) MEASURE

Quantas reuniões deste tipo ocorreram?

No que resultaram?

Qual foi o custo x benefício para a empresa?

Quanto tempo foi empreendido?

Qual foi a eficiência / eficácia das reuniões anteriores?

No contexto em si, como a reunião acelerou a obtenção de resultados?

Como ela evitou uma dispersão e em quanto este desvio foi contido pela reunião?

Quantas reuniões daquele projeto já ocorreram?

Está dentro da previsão ou está se gastando mais tempo (conseqüentemente aumentando o custo e reduzindo a lucratividade daquele projeto)?

A grande questão é: quanto de dinheiro a empresa rasgou com horas de profissionais desperdiçadas com reuniões inúteis?

No mínimo, este tempo poderia ser mais bem aproveitado pelo funcionário em atividades pessoais.

E pela empresa, ganharia mais se desse treinamento para estes funcionários...


3) ANALYZE

Como foram as reuniões anteriores?

 Quais elementos de dispersão e desvio tiveram maior influência para sua ineficiência e ineficácia?

Como o tempo /custo empreendidos poderiam ter sido mais bem aproveitados?

Como é que a objetividade poderia ter sido mais bem tratada, conduzida, liderada e influenciada?

Os participantes estavam preparados?

 Como poderiam ter se preparado melhor?

Como vão se preparar melhor?

Aplicando o diagrama de causa e efeito, para cada um dos 6 elementos de variação causal, como os resultados das reuniões poderiam ter sido melhores ?

O que está sendo feito ou o que será feito para que a próxima reunião seja melhor, mais produtiva, mais eficiente, mais eficaz, realizada em menos tempo e tornando mais produtiva para os participantes e para a empresa?

4) IMPROVE

Como a melhoria sempre envolve mudança, a primeira coisa a mudar é a forma de encarar uma reunião.

Deixar de reclamar que uma reunião é chata e que o tempo foi gasto a toa.

Fazer por onde a reunião possa ser mais rica e útil.

Assim, na maioria das vezes envolve uma mudança de conceito na reunião.

TEM QUE QUEBRAR o falso conceito de que a coisa se resolve na reunião.

A reunião dá início a uma solução. Assim, normalmente, uma reunião exige um tempo pós-reunião, orientada para planejar e agir dentro do que ficou definido.

TODA REUNIÃO tem que ter um tempo ANTES e um tempo DEPOIS.

Este é o verdadeiro tempo gasto com reuniões para que elas sejam realmente úteis e que delas possam ser colocadas em prática suas conclusões. Assim, organizo reuniões e contatos sempre considerando um TEMPO ANTES de preparação para estar na reunião, fornecendo material, referencia, dados, informações, dúvidas, questões, pauta, o que mais for necessário para que a outra parte se prepare, também. Na reunião, os participantes estarão preparados para discutir e concluir, tornando-a mais produtiva em si. E TEMPO DEPOIS da reunião, reservado, para os desdobramentos necessários que poderão ocorrer, pois afinal de contas, antes de agir, é preciso pensar para fazer certo na primeira vez, preferencialmente.

5) CONTROL

O acompanhamento do desdobramento oferece elementos necessários para se avaliar a eficiência e eficácia da reunião, sua real utilidade para a empresa e para os participantes.

Ocorrerão desvios de condutas de participantes que insistirão em fazer O QUE QUEREM, DA MANEIRA QUE BEM ENTENDEM, QUANDO ACHAREM CONVENIENTE.

Cabe ao líder da reunião, PULSO FIRME para reorientar esforços, incentivar e motivar o realinhamento das pessoas participantes e se necessário for, promover a substituição de participantes que insistirem seguir esta linha difusa e perturbadora (conceito físico de perturbação).

Conclusão:

Ministrar uma reunião não é uma tarefa tão simples como a grande maioria das pessoas acredita. É preciso planejamento, preparo e saber conduzir os assuntos de forma clara e o menos cansativo possível. Por isso que, ao perceber que a reunião não está tendo mais efeito, que virou um encontro social ou um fórum de dúvidas ou de disputas pessoais, é a hora de encerrá-la.

Para aprender a administrar uma reunião há cursos, leituras e outras práticas que podem auxiliar o executivo.

Fonte de consulta para esta matéria:



1)O Gerente Minuto                 - de Kenneth Blanchart e Spencer Johnson

2)O Gerente Minuto em Ação      - de Kenneth Blanchart e Spencer Johnson

3)Odeio Reuniões - Stephen Baker

4 )Odeio Reuniões   Scott Adams

Sites consultados:

- Site da Catho
Fonte das informações: Excesso de reuniões prejudica a imagem do líder e é uma grande perda de tempo | Portal Carreira & Sucesso 

-Site : Estou em reunião:

- Site do Six sigma de:  Adriano Barbosa



domingo, 19 de fevereiro de 2012

Branding como ferramenta de gestão! Sua empresa esta no caminho certo?

Branding: afinal, o que é isso? Administração de marcas ou branding deixou de ser um compromisso passageiro, um movimento modal, uma preocupação cosmética de designers e profissionais de comunicação. Não é também uma elaboração intelectual e filosófica sem compromisso com o bottom line. Branding tem se transformado rapidamente em um instrumento de gestão nas empresas.

Branding ou Brand management (do inglês, em português também Gestão de Marcas) é uma coleção de imagens e idéias que representam um produtor econômico; para ser mais específico, refere aos atributos discritivos verbais e símbolos concretos, como o nome, logo, slogan eidentidade visual que representam a essência de uma empresa, produto ou serviço .
Ele também pode ser considerado como o trabalho de construção e gerenciamento de uma marca junto ao mercado. A construção de uma marca forte para um produto, um linha de produtos ou serviços é consequência de um relacionamento satisfatório com o mercado-alvo. Quando esta identificação positiva se torna forte o bastante, a marca passa a valer mais do que o próprio produto oferecido. Branding é como é chamado o conjunto de práticas e técnicas que visam a construção e o fortalecimento de uma marca.
Sua execução não é tomada apenas por ações de marketing que posicionam a marca e divulgam a marca no mercado, mas também por ações internas na empresa, transmitindo, para todos os interessados, a imagem pretendida.

Objetivo do branding é entre outros aumentar o brand equity (em português: equidade de marca ou ativo de marca) - o valor monetário da marca e assim aumentar o valor da empresa em si.
Este trabalho é feito por uma pessoa especializada em publicidadedesign de comunicação ou então por profissionais e agências especializados em relações públicasmarketingadministraçãosemióticadesign gráfico e arquitetura, que visam desenvolver positivamente a reputação de marcas, produtos e organizações e alinhá-las com os objetivos organizacionais e o público almejado.

Branding hoje é o instrumento de gestão potencialmente mais eficaz na construção de valor e de sustentabilidade na vida das organizações.


A Gestão de uma Marca está relacionada com a criação e a manutenção da confiança, o que implica o cumprimento de promessas. As melhores Marcas, as de maior sucesso são completamente coerentes, Cada aspecto do que são e do que fazem reforça tudo o resto.
Quem vê de fora, a construção de uma marca parece algo simples. Implica a freqüente, irritante e por vezes obsessiva repetição de uma afirmação simples, e muitas vezes extravagante, expressa por meio de uma frase atractiva “slogan”, alguma cores e um logótipo distintivo, colocado mais ou menos ao acaso por todo o lado. Na verdade se olharmos com maior atenção, constatamos que o processo de construção não é tão simples. Existem muito géneros de marcas, de bens de grande consumo como a Coca-Cola, as marcas tradicionalmente divididas entre Marcas B2B (de empresa para empresa) e as Marcas B2C (de empresa para o consumidor); as marcas institucionais, etc. Todas estas divisões e subdivisões, e com outras mais que não referi, não é de admirar que a Gestão de Marcas quando analisada de forma mais concreta seja extremamente complexa.
Não é fácil construir uma marca de sucesso, muitas marcas novas falham (morrem mesmo à nascença, ou prematuramente). Assim a Gestão de Marca é acima de tudo a criação e a manutenção de confiança. As melhores Marcas são geridas de forma completamente coerente, cada aspecto do são e de como se relacionam reforçam a Marca. As melhores Marcas têm uma consistência que é construída e mantida por pessoas no interior da sua organização, totalmente absorvidas por aquilo que a Marca simboliza.

A história das empresas nos mercados caminhou de uma disputa entre produtos, para uma concorrência das suas respectivas formas de propaganda e comunicação em geral, até chegar ao estágio que começou a se descortinar: uma competição entre as realidades simbólicas de suas marcas. Branding é, em certo sentido, a continuação e a negação da Revolução Industrial. É a continuação por se tratar da forma suprema de relacionamento entre produção e consumo.

Por outro lado, é a negação porque Branding é o princípio da desmaterialização da economia, onde cada vez operaremos mais com bits simbólicos e menos com átomos, em todas as relações com os stakeholders das empresas. Por tudo isso, Branding é ou deveria ser sempre pauta do boardroom. Mas a verdade é que ainda não é, ou é muito pouco.

Como Branding pode se constituir num processo internalizado dentro das organizações? Como sua cultura pode penetrar e se enraizar nos processos de gestão dos negócios? As recomendações seguintes não são uma “receita de bolo”, mas quem as pratica sabe que o poder de negócio e de relacionamento de suas marcas com o mercado e com público interno é muito maior e mais sustentável.

1. O processo de conversão: esta é a primeira e talvez mais essencial de todas as recomendações. É o seguinte: ou a organização e principalmente seus executivos-chave têm consciência da necessidade de levar temas de Branding para o boardroom ou nada vai acontecer. Ele vai continuar feudalizado em algum departamento, provavelmente marketing ou comunicação corporativa. Sem uma autêntica conversão, Branding tem apenas um papel cosmético e periférico.

2. Menos vaidade corporativa: marcas não resistem a desaforos. 
Um dos piores é a vaidade corporativa. É em nome dela que a marca assume ares de soberba e de injustificada arrogância.
Por exemplo: Mentir para o mercado: prometer que vai entregar e não entregar, se comprometer com o cliente em acordos que não vai cumprir. Demorar em mostrar-se parceiro do cliente. Não se importar em ter aquele cliente ou não e pior demonstrar isso ao próprio cliente. Não se importar com o respeito ao cliente tal como não enviar datas boas para o parceiro negociar produtos, não fazer trocas de produtos vencendo ou com problemas, não atender ao telefone, não ter informações precisas do mercado para fornecer ao cliente, não comparecer ao cliente nem se preocupar como estão sendo postas as suas mercadorias no ponto de venda.


3. A importância da humildade: 
Grandes líderes de empresas aéreas vivem dentro de aviões; profissionais do mercado de consumo adoram conviver com supermercados. O contato com o mundo real ensina tanto quanto o que nos chega pela tela dos computadores.
Branding não é uma construção filosófica de intelectualóides de “sacerdores e iniciados”. É uma formulação que deriva de um profundo conhecimento daqueles a quem a marca se dirige.

4. A preservação da identidade: 
Branding é uma forma criteriosa de proteger as conquistas simbólicas da marca. Nada mais nefasto para a vida das marcas do que a confusão. E o crescimento das empresas, seus processos de aquisição e fusão têm criado uma arquitetura confusa de marcas, que muitas vezes parece mais uma casa com “puxadinhos”. A posição das marcas, umas em relação às outras, complica-se. As hierarquias perdem a limpidez. Forma-se o que nós do Grupo Troiano de Branding, costumamos chamar de “surubrand”. É uma expressão tão feia quanto fácil de entender. O “surubrand” compromete a preservação da identidade.
Difícil imaginar, seja em mercados de consumo seja em B2B**, que a prosperidade possa existir, em nosso mundo, sem uma visão e práticas sólidas e consistentes de Branding.


**B2B (Business to Business)
São as transações de comércio entre empresas. Uma empresa vendendo para outra empresa é B2B. É a sigla mais famosa e acabam representadas todas as outras abaixo quando generalizada. Um exemplo é a venda material de escritório para empresas ou a compra de insumos para a produção de bens.


Porque escolhi a Mona lisa como imagem deste texto: Ela é uma obra prima de 30 cm que encanta o Mundo. 


Todos os artista querem imita-la de alguma forma. Com pinturas , colagens, bricolagens, montagens e etc. O motivo foi  a divulgação de sua marca própria, sua característica especial encanta a todos. 


Sua empresa tem esta caraterística? Querem imitar sua imagem ou serviço? Então orgulhe-se você é parte do mundo novo. 


Que imagem você deixa no mercado: responsabilidade, comprometimento, encantamento? Ou o contrário? 


Você se acha  mais importante que o seu cliente?


Saiba que Mona Lisa é quem é porque encanta o mercado. Você faz isso?

domingo, 25 de dezembro de 2011

Venda Valor não preço!

Porque será que entre uma infinidade de produtos iguais, com todas as características iguais , sempre tem um produto que se destaca no mercado e vende muito mais que os outros?
Será que você já se perguntou isso?
Acredito que deve haver uma mensagem subliminar- algo inconsciente - contida naquele produto específico que mexe com você.
E como perceber o que o cliente busca?
Imaginando o que você mesmo buscaria num produto.
Por exemplo: um tênis Nike.
Se verificarmos é um tênis como qualquer outro, mas seu preço é muito acima do mercado podendo chegar a valores acima de R$ 1.000,00 facilmente, dependendo do modelo.
O que significaria para você um tênis deste? Talvez nada, mas para uma infinidade de clientes é um sonho de consumo, inspira confiança, status, passa uma imagem de resistência, uma imagem de um grande desportista, alguém que é notado naturalmente por todos.
Você compraria um tênis deste sabendo que ele é acima do que você ganha por mês?
A resposta é sim, se te derem oportunidade de parcelar.
E porque compraria se é igual aos outros? Oras bolas porque ele não é um tênis...é um estilo de vida.

Saiba que você só conseguirá vender um produto se acreditar nele.
Conheço diversos vendedores que me apresentam diariamente uma lista de problemas e imperfeições sobre o que vendem.
Ai me pergunto? Se tiverem tantos problemas, tantas imperfeições porque ele – vendedor /representante – insiste em continuar trabalhando com aquele produto?Talvez porque seja normal, para nós brasileiros, reclamar primeiro e ver benefícios depois. Isso mesmo não consegue escutar benefícios das pessoas em nada, mas defeitos, ahhh, isso é outra coisa.
Então avalie o que você pensa de tudo que existe na sua vida de tudo que trabalha.
Se realmente o produto que você trabalha, você considera-o ruim, desista dele e parta para outro ou se a profissão não lhe agrada mude dela.

Uma venda baseada no preço mais baixo tem fator zero de lealdade. O cliente com certeza vai abandoná-lo imediatamente assim que surgir um concorrente fazendo uma promoção ou dando descontos.

Saiba que: O segredo a ser desvendado para que você tenha a atitude  de vender e vender muito é tornar-se um expert na forma que seu produto será utilizado, ou os resultados de seus serviços, e comunicar esse valor para seus clientes potenciais. Mas isto exige estudo, conhecimento e, acima de tudo, ouvir seus clientes satisfeitos a respeito dos sucessos obtidos com o produto que você vende. Saia do escritório. Visite clientes. Conheça casos reais positivos. Saiba o que eles estão ganhando com seu produto ou serviço. O importante não é saber TUDO que seu produto/serviço pode fazer, mas sim como os clientes o usam e se beneficiam disso.

Determine como seus clientes potenciais podem usar o que você vende e como isso impactará o custo em longo prazo na vida deles.

Perguntas relacionadas a valor acabam descobrindo questões verdadeiras e reais – o que aprofunda o relacionamento e permite melhor argumentação. Exatamente o contrário do que acontece quando você responde com um número à questão: “Quanto custa?”. Mas isto não é fácil. Exige um grau de preparo que pouquíssimos vendedores têm: conhecer os clientes e seus negócios.

Valor é algo pessoal. O que é caro para você pode não ser tão caro assim para o outro. O que importa é o benefício que o produto gera. O importante é ter preço compatível com o mercado e perceba que as melhores empresas não têm necessariamente os menores preços. Evite falar em preço, procure usar o termo valor, assim você convencerá o cliente que muitas vezes vale a pena pagar um pouco mais para ter um benefício melhor.

É o vendedor quem cria a percepção de valor. A estratégia de convencimento é sempre mostrar o valor agregado do produto, além da qualidade, assistência técnica e outros fatores. A imagem que você faz e vende para o seu cliente é decisiva na escolha final. Mostre sempre o quanto seu produto pode reduzir custos ou aumentar a qualidade. 

Procure o cliente certo. Não queira vender uma BMW para aquele que só pode comprar um fusquinha. Nada contra o Fusca, mas uma BMW é uma BMW! A noção de valor precisa ser compatível com o que o cliente pode gastar e não com o que ele poderia gastar. Faça com que o cliente perceba o valor. Lide com objeções com naturalidade, mas nunca perca de vista o foco da conversa e a noção de valor. Não embarque no papo do mais barato que aí você se torna tão igual quanto aos outros.

Não entregue o ouro. É claro que todo vendedor tem uma margem de negociação, mas não entregue todo o ouro logo no início da conversa. Há vendedores que logo de cara mostram a tabela, até onde podem ir e qual o desconto máximo. Esquecem de falar e valorizar o produto e ficam só na discussão de preço, preço e preço. Será que em todas as ocasiões é preciso dar o desconto máximo? Todo cliente merece o maior desconto?  Imagine em quanto você pode aumentar seu rendimento anual se conseguir deixar de dar pelo menos x% do desconto total. Sua comissão agradece!
Valorize o seu trabalho!
Mostre o valor do produto e também se dê o devido valor como profissional. 
Sucesso a todos e feliz ano novo.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

UTILIZANDO ENDOMARKETING PARA MELHORAR A PRODUTIVIDADE

Endomarketing é uma das mais novas áreas da administração e busca adaptar estratégias e elementos do marketing tradicional, o normalmente utilizado pelas empresas para abordagens ao mercado, para uso no ambiente interno das corporações.
Quem nunca ouviu falar que antes de vender um produto para seus clientes, as empresas precisam convencer seus funcionários a comprá-lo? O Endomarketing surge como elemento de ligação entre o cliente, o produto e o empregado.

E "vender" um produto, uma idéia, um posicionamento de marketing para o funcionário passa a ser tão importante quanto para o cliente. Significa torná-lo aliado no negócio, responsável pelo sucesso da corporação e igualmente preocupado com o seu desempenho.


Empresas de todo o mundo têm tratado o tema com maior cuidado, especialmente a partir do advento da Globalização, que acelerou os processos de troca e a interconexão dos mercados, incluindo gradualmente o Endomarketing na pauta de discussões estratégicas que, direta ou indiretamente envolvem os recursos humanos.

Por que é importante?

O ritmo das mudanças na economia mundial foi sensivelmente alterado em função das novas tecnologias em transportes e comunicações. Esse fenômeno, que não é novo, foi chamado de Globalização.

A internacionalização dos negócios terminou por induzir a transformação dos mercados, que agora se voltam para o setor de serviços com maior interesse e disposição de investimentos.

E quando falamos em serviços, fundamentalmente tratamos da interferência direta do ser humano na idealização, preparação e execução de atividades que terminam por formatar o produto que é entregue ao cliente.

Há mais de 50 anos o Marketing foi descoberto e tornou-se a principal alavanca de crescimento dos negócios em larga escala. Os reflexos sobre a produção industrial foram diretos e imediatos. O setor cresceu. O mesmo movimento parece acontecer em relação ao Endomarketing e o setor de serviços.

Pode-se imaginar o quanto o Endomarketing será importante para o crescimento dos negócios nesse cenário. E o quanto representará para as empresas que souberem como estruturar seus planos de abordagem aos empregados, visando a máxima qualidade do produto ou serviço que oferecem aos seus clientes.


O grande desafio do Endomarketing é proporcionar aosempregados uma condição de aplicação de valores como: transparência, empatia, afetividade, comprometimento e
cooperação, transformando esses valores em crescimento e desenvolvimento dos empregados, e conseqüentemente, em ganhos de produtividade. 


Avaliando grandes empresas que implantaram o processo de Endomarketing (mesmo implantando parte do processo), observamos que os ganhos de produtividade foram enormes. Basta verificar no “Guia das melhores empresas do Brasil para você trabalhar”, da Revista Exame. Comparando os dados atuais das empresas com os dados de anos anteriores, podemos identificar grandes mudanças, mas, se verificarmos com mais profundidade e acompanharmos as empresas, notaremos o quê realmente mudou.

A comunicação ficou mais clara, os empregados têm mais liberdade para expor suas idéias, os níveis hierárquicos foram simplificados e os empregados chegam a seus gerentes com mais facilidade.

A horizontalização chegou, e com isso, os empregados sentem-se mais seguros para tomar atitudes, pois conhecem muito mais a empresa que trabalham, a missão, visão, enfim, estão mais preparados para fazer a empresa crescer e a empresa também está preparada para permitir o crescimento e desenvolvimento de seus empregados, agora chamados com orgulho, de colaboradores.

O conhecimento do nível de escolaridade dos empregados e da cultura da empresa permite buscar e promover treinamentos que serão mais aproveitados pelos empregados, traduzindo em ganho de produtividade. Isso é um dos pilares do Endomarketing. Conhecer os valores dos empregados, respeitar a cultura da empresa, proporcionar um bem estar geral que condicione a um nível de satisfação e motivação e ainda, se transforme em ganhos reais de produtividade.

Melhorar o nível de escolaridade, treinar, diminuir o turn over, promover melhorias na comunicação interna e externa, incentivar os empregados a produzir trabalhos que reduzam custos e ainda manter os empregados satisfeitos é uma tarefa muito difícil para as empresas, mas, se o trabalho for levado a sério, partir da diretoria e contaminar os empregados de menor escalão, os ganhos serão enormes a médio e longo prazo.

O processo de implantação e consolidação do Endomarketing requer persistência, apoio do pessoal da área de Recursos Humanos, Marketing, Operacional, e, acima de tudo, da Diretoria. Os ganhos são imediatos, mas os resultados operacionais virão a partir do segundo ano de implantação.

O gerenciamento do processo deve ser constante e os ajustes devem ser imediatos, para coibir falhas futuras. Um grupo deve coordenar o processo e formar multiplicadores nas diversas áreas da empresa, avaliando e implementando melhorias de acordo com a necessidade de cada área.

O processo deve ser feito em etapas, e a cada etapa, o programa deve ser reavaliado para então continuar na etapa seguinte. Alguns programas de primeira etapa poderão ser consolidados na etapa seguinte, mas devem estar em andamento.

Vale ressaltar que, após a implantação da base de valores e consolidação do processo de endomarketing, todos os programas de melhorias operacionais ficarão mais fáceis de implantar, porque os empregados já estarão mais comprometidos com os resultados da empresa; e nessa etapa começam a aparecer os resultados concretos e visíveis pela Diretoria. Os custos de fabricação tendem a cair, pois cada empregado estará comprometido em promover melhorias operacionais, que gerarão redução de custos, e, cada redução no custo de produção pode gerar mais lucros para a empresa.

As empresas no Brasil deveriam conhecer mais o processo de endomarketing e suas etapas de implantação, para depois, implantarem programas de qualidade e melhorias operacionais. O desconhecimento das etapas de implantação pode fazer todo o processo fracassar, e a empresa perder a credibilidade junto aos seus colaboradores.

Um acompanhamento de todo o processo por um grupo de colaboradores das diversas áreas da empresa proporcionará um conhecimento profundo das reais necessidades dessas áreas e ajudará a traçar o planejamento e gerenciamento do processo de Endomarketing.

Quando o marketing interno é bem feito, o marketing externo será muito mais abrangente. Basta perceber o que os empregados dizem das empresas classificadas pela revista Exame como melhores empresas no Brasil para se trabalhar. Se cada empregado for multiplicador da boa imagem da empresa, os produtos fabricados por ela também serão bem aceitos pelos seus clientes.


REFERÊNCIAS

ALBRECHT, Karl. Serviços internos. Tradução A.T. Carneiro. São Paulo: Pioneira, 1994.
BEKIN, Saul F. Conversando sobre Endomarketing. São Paulo: Makron Books, 1995.
BERGAMINI, Cecília W., CODA, Roberto. Psicodinâmica da vida organizacional: Motivação e liderança/ organização. 2ed. São Paulo: Atlas, 1997.
BRUM, Analisa de Medeiros. Um olhar sobre o marketing interno. Porto Alegre: L&PM, 2000.
CERQUEIRA, Wilson. Endomarketing: educação e cultura para a qualidade. Rio de Janeiro: Qualitymark, 1999.
GRONROOS, Christian. Marketing: gerenciamento e serviços. Rio de Janeiro: Campus, 1995.
MATOS, Francisco Gomes de. Estratégia de empresa. São Paulo: Makron Books, 1993.
MORGAN, Gareth, Imagens da organização. Tradução Cecília Whitaker Bergamini, Roberto Coda. São Paulo: Atlas, 1996.
ROBINS, Stephen P., Comportamento organizacional. Tradução Christina Ávila de Menezes. Revisão Cristina Bacellar. Rio de Janeiro: LTC – Livros Técnicos e Científicos Editora S.A, 1999. 

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Você tem medo de se mostrar? Por quê?

Estava lendo o jornal: WSJ Américas e estavam comentando sobre mostrar sua foto pessoal nas suas redes sociais e ai, descobri o ovo de Colombo, é muito importante mostrar sua própria imagem, pois ela é quem você é.

Então imagine que imagem você quer passar para o mundo. Se o site,blog pessoal ou rede social é seu, saiba que ele é a sua referência então porque mostrar a cara de um cachorrinho? Ou de outro animal qualquer?

Saiba que o perfil nos sites de redes sociais é cada vez mais importante para construir a identidade de um profissional e é claro de uma pessoa. É uma ferramenta muito poderosa para a construção da sua marca pessoal – e é preciso ter muita estratégia para isso.
A foto revela você... Demonstra o seu perfil...
Você sabia que a sua foto é tão importante assim? Um perfil que tenha foto tem sete vezes mais chances de serem vistas das dos sites pessoais que não as tem. É como se fosse um livro sem imagem alguma nem a da capa... Só letras...
Os menores detalhes revelam muita coisa. Se a página pessoal é sua então você não deve apresentar o seu animal de estimação ou alguém importante na sua vida. Afinal de contas é a sua identidade digital.
Identificar-se tanto com seu cão ou seu marido ou esposa pode não ser apropriada, a menos que você for veterinário ou conselheiro matrimonial e isso faça parte da sua imagem profissional.
Suas roupas devem refletir as normas da profissão em que você está ou espera estar. Se você procura emprego na área de mídia, ou da moda, pode ter mais cores na foto, usar mais jóias.
A postura na foto expressa muito também. Se você está sentado ereto, de ombros retos, sorrindo, de olhos bem abertos, você está comunicando não - verbalmente que é uma pessoa confiante, competente e tem curiosidade sobre o mundo.
Seja natural, identifique-se com sua imagem ou com aquilo que realmente você quer e sente. Não demonstre quem você não é! 
Quer um exemplo? Veja:
Moça bonita, nível superior, nova, quer um relacionamento sério com rapaz de mesmo nível.
Coloca a seguinte foto: Corpo inteiro , com vestido colado tipo “Perigueti” mostrando bem o bumbum e os seios avantajados que estão  quase de fora... na foto...
Você acredita mesmo que algum pretendente sério não vai querer levá-la do site para a cama em 2 cliques?
Pois é... Ela achou que estava na moda, achou que o vestido é tão bonito quanto ela e até sua mãe deu opinião que ele ressalta sua beleza...
Será mesmo que um jovem executivo solteiro, a fim de compromisso com uma mulher inteligente e bonita vai querer ela como seu par?
Sabe quem irá aparecer? Cafajestes... Imaginarão o seguinte:
Olha ai, moça fina, estudada, deve ter dinheiro e gosta se sexo, vou dar um trato nela e ela cairá na minha “rapidinho” e vai pagar minhas contas...ahahaha.
Saiba que decoro e seriedade é bom e que aquilo que é mais escondido causa maior curiosidade.
Verifique também as fotos de suas relações na rede social, elas também revelam quem você é: lembre-se: “Me diga com quem andas e eu te direi quem és...” Mesmo que isso for no virtual.
Há pessoas que postam fotos de minúcias da vida diária, tais como suas refeições, tenha o cuidado de só postar fotos que têm relação com sua imagem, que se relacionam com "alguma ótima história anexa", ou expressam algo que ela deve mostrar.
Mesmo um perfil feito com o máximo cuidado pode ser arruinado por alguma outra foto que alguém coloca na rede impensadamente.
Se isso acontecer, ligue imediatamente para o autor e mande tirar.
Afinal se você não se cuidar, não cuidar da sua imagem  pessoal quem irá cuidar? Não é mesmo?
Ah...e se o autor não quiser tirar , denuncie o autor como “ Bulling “ ligue novamente e informe que está processando o mesmo por assédio moral e constrangimento.
Se ele não for rico ao ponto de rasgar notas de R$ 100,00 ele irá tirar rapidinho e ainda te pedir desculpas.
Afinal o respeito tem que estar em primeiro lugar.
Se não te respeitarem, denuncie!
Afinal a lei ainda é sua melhor amiga...
E a sua imagem pessoal é tudo!

(p.s.: A foto colocada nessa matéria chama-se: cara de bunda...)